“NÃO HAVERÁ MAIS REFIS”, AFIRMA O ATUAL SECRETÁRIO DA RFB, CARLOS ALBERTO BARRETO

Postado em | 25 novembro, 2011

Equipe Leite Melo & Camargo – www.omar.adv.br

Abaixo, segue trecho da entrevista concedida pelo secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Barreto, para o Jornal Valor Econômico, onde ele comenta a respeito dos parcelamento especiais:

O governo vai abandonar a política de parcelamento especial de débitos dos contribuintes com a Receita Federal. Segundo Carlos Alberto Barreto, o secretário da Receita Federal, o chamado “Refis da Crise” foi o último. “Trata-se de um expediente que induz o comportamento do contribuinte, que deixa de pagar porque sabe que será acolhido em um novo parcelamento especial”, afirmou Barreto, que concedeu, na quinta-feira, em seu gabinete, a primeira entrevista ao Valor desde que assumiu o cargo, em janeiro.

Quando foi lançado, em 2009, o mais recente parcelamento especial, o “Refis da Crise” recebeu 577,9 mil inscrições. No entanto, apenas 212,4 mil permanecem no programa. Barreto adiantou o próximo passo do Fisco: a avaliação, caso a caso, das empresas inscritas no programa. “A empresa pode pedir 60 meses, mas se analisarmos que ela tem condições de pagar em dez ou 20 meses, vamos cobrar”, afirmou. “Vemos empresas que estão no parcelamento especial como objeto de notícias na imprensa anunciando a compra de concorrentes no exterior, e a divulgação de grandes investimentos. O Estado não pode financiar uma coisa dessas”, disse o secretário da Receita.

Segundo Barreto, os esforços da Receita no ano que vem estarão concentrados em uma revisão da legislação de dois dos principais tributos brasileiros e também na regulamentação da norma geral antielisão.

“Nossa legislação não é complexa, é a legislação das grandes empresas que é complexa ”

A seguir, os principais pontos da sua entrevista:

Valor: Ainda que tenha sido relevante para a arrecadação deste ano, o mais recente parcelamento especial de débitos, o “Refis da Crise”, repetiu a sina de todos os outros programas de parcelamento especial. A adesão de início foi grande, mas aqueles que efetivamente pagam são poucos. Qual é a sua avaliação?

Barreto: A posição da Receita Federal, e o ministro [Guido] Mantega [da Fazenda] comunga dessa avaliação, é contrária aos parcelamentos especiais. Não teremos novos parcelamentos especiais nos próximos anos. Trata-se de um expediente que induz o comportamento do contribuinte, que deixa de pagar porque sabe que será acolhido em um novo parcelamento. Esses parcelamentos especiais acabam gerando uma cultura de inadimplência. O chamado “Refis da Crise” foi o último parcelamento especial.

Valor: Como são analisados os contribuintes em débito com o Fisco, que se inscrevem para os parcelamentos especiais?

Barreto: A partir de junho do próximo ano estaremos melhor aparelhados para essa análise. Estamos finalizando o desenvolvimento de um sistema para o parcelamento diferenciado. Além disso, e principalmente, o ministro Mantega já autorizou e estamos estudando o parcelamento caso a caso.

Valor: Como assim?

Barreto: Se uma empresa entrou no parcelamento especial e depois teve capacidade de recolher R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões à vista é porque tinha caixa. Vemos empresas que estão no parcelamento especial como objeto de notícias na imprensa anunciando a compra de concorrentes no exterior, e a divulgação de grandes investimentos. O Estado não pode financiar uma coisa dessas. O Estado, antes de mais nada, tem que ser financiado. Então vamos fazer uma análise da condição de cada empresa, de sua liquidez e de sua geração de caixa.

Valor: Então o prazo para o pagamento poderá diminuir, é isso?

Barreto: Exatamente. Vamos analisar se ela precisa mesmo dos 60 meses previstos em nossa legislação como limite para o parcelamento especial. A empresa pode pedir 60 meses, mas se analisarmos que ela tem condições de pagar em dez ou 20 meses, vamos cobrar. Como tem capacidade de geração de recursos, a empresa não precisa de financiamento do Estado, ela pode ir para o mercado. Países como a Espanha, antes da crise, não tinham parcelamento nenhum. Foi preciso uma crise de proporções imensas para fazer o governo espanhol ceder a um parcelamento especial. E, mesmo assim, a duração é de 12 meses. Nós deixamos por 60 meses. Isso vai mudar.

Valor: E a ideia do “cadastro positivo” com a Receita para operações de comércio exterior? Como está essa discussão?

Barreto: Estamos com diversas ações na área de comércio exterior, buscando melhor defesa da competitividade do produtor brasileiro, que além de estar pressionado pela valorização do câmbio também está sofrendo com práticas desleais. Estamos com um projeto muito forte nisso. A Receita Federal é entusiasta da ideia de cadastro positivo, que é basicamente um menor grau de exigência de documentos e processos das empresas que têm práticas aduaneiras e tributárias em conformidade com nossas exigências.

Fonte: Ribamar Oliveira e João Villaverde, Valor Econômico

Omar.adv.brNOSSO COMENTÁRIO: na verdade, o Fisco nunca (ou quase nunca) foi favorável a esses parcelamentos especiais. Nunca vimos um apoio ou elogio da RFB/PGFN, por exemplo, nos outros Refis (2000, 2003, 2006 e 2009). Pelo contrário, a postura sempre foi de crítica e, principalmente, de total desinteresse em informar e colaborar com os contribuintes que pretendem aderir e permanecer no parcelamento. Um exemplo prático foi visto no Refis da Crise, quando a RFB/PGFN criaram um “parcelamento por homologação” (numa alusão ao lançamento por homologação, ao autolançamento), delegando várias funções para os contribuintes. Neste site, vimos inúmeras reclamações dos contribuintes contra o descaso e total falta de conhecimento por parte dos atendentes da RFB e da PGFN. Inclusive, esse fato, lamentavelmente, nem foi cogitado na entrevista, que foi conduzida pelo pressuposto da má-fé do contribuinte, como se todos, ou a maioria deles, tivesse, realmente, dinheiro para honrar essas obrigações tributárias e sobreviverem no tão competitivo mercado. Aliás, aqui está outra importante omissão na entrevista: não foi falado sobre a carga tributária altamente abusiva sobre os contribuintes. Ou será que o secretário Barreto entende que a carga tributária brasileira está em um bom nível, compatível com a nossa realidade econômica e com a economia mundial? O Refis (parcelamento especial) é uma necessidade, um “mal necessário”, se preferirem os fiscais. É uma necessidade que nasce exatamente por causa dessa carga tributária exagerada e, ainda, da complexidade da legislação tributária nacional (federal, estadual, municipal). Quem gera o Refis (ou a justificação desses parcelamentos especiais) não são os contribuintes; as inadimplências são causadas principalmente pela carga tributária insuportável, ou seja, é causada pelo próprio Fisco. O Professor Alcides Jorge Costa ilustra sobre a “teoria do vampiro inteligente”: o Fisco deveria sugar o sangue (dinheiro) dos contribuintes, de tal forma que permita a renovação da fonte, para ele continuar arrecadando, tal como um vampiro deve fazer com um boi. Mas não: a Receita acaba com todo o “sangue”, com todas as forças do contribuinte (fluxo de caixa, competitividade no mercado internacional, exagera na carga sobre a folha de salários etc.), tributando maciçamente sobre a “receita” do contribuinte. Por outro lado, o Refis também tem a vantagem de renovar os prazos prescricionais, ou seja, auxilia a PGFN na luta contra a sua inércia (causada, é verdade, não por incompetência do órgão, mas pelo volume absurdo de trabalho). Ainda, o Refis gera caixa para o Fisco, outra coisa não enfrentada na matéria. Quantos bilhões de reais já foram arrecadados com o Refis, ainda que por aqueles que ficaram no meio do caminho? Enfim, se a reportagem acima trouxe a visão fiscalista desse assunto, fica registrada também, ainda que superficialmente, uma visão do contribuinte (fiscalizado) sobre os Refis. Para encerrar: ainda cremos num “Refis da Copa”, lá em 2013 ou 2014. A RFB não está com essa bola toda (e nunca estará). Quem cria um Refis não é a Receita Federal do Brasil, mas sim o Congresso Nacional, onde, certamente, há muitos interesses políticos e econômicos em jogo, que forçarão a criação de um novo parcelamento especial daqui alguns anos. No máximo, eu acredito que continuará ocorrendo o de sempre: RFB e PGFN desprestigiando esses parcelamentos, omitindo informações, enfim, desinteressados em ajudar os contribuintes nos Refis. Fica, pois, o desabafo!

Comentários

30 Respostas para ““NÃO HAVERÁ MAIS REFIS”, AFIRMA O ATUAL SECRETÁRIO DA RFB, CARLOS ALBERTO BARRETO”

  1. Willian Pimentel
    25th novembro, 2011 @ 10:19

    Até concordo com uma política de cobrança mais apurada mas o que está me deixando decepcionado é o fato de a Receita ter se mostrado inflexível com o Refis da Crise prejudicando diversas empresas que na maioria deixou de consolidar a dívida não por que quis mas por falhas do sistema, má interpretação e outros motivos. Além disso não leva em consideração as crises internas e externas e o que fazemos para manter os empregos dos nossos funcionários, a contribuição para o País e não adianta tentar sensibilizar pois o poder está acima de tudo.

  2. Paulo Roberto Amato
    25th novembro, 2011 @ 11:44

    Parabens
    Brilhante comentário, o que se conclui que o nosso País está sendo governado pelo dirigentes da RFB/PGFN.
    É tanta incoerência, tanta insensibilidade, tanta prepotência que essas pessoas estão surdas aos apelos dos empresários e contadores que tanto necessitam da reabertura do prazo para acertarem a suas dívidas.
    Há um dito popular que diz “Se apertar muito espana” e é exatamente isto que a RFB/PGFN está fazendo, e eles estão se esquecendo que se essa situação não mudar, a fonte vai secar e quem é que vai financiar o Estado como disse o Dr.Barreto daqui por diante?
    Fica a sugestão aos dirigentes da RFB/PGFN, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, mas é bom pensar que sem os impostos das empresas o Brasil quebra, e não é isso que o Governo quer neste momento.
    Desprezar quem gera recursos para o País é uma atitude infeliz e de pouca sensibilidade.
    Fica o alerta aos nobre dirigentes da RFB/PGFN, pois o futuro do Brasil depende da decisão que está sendo tomada aqui e agora.
    Se está ruim com a inadimplência das empresas, pior é estar sem elas.

  3. JOAO AMARO
    25th novembro, 2011 @ 14:17

    Pois é, lamentávelmente vamos ter de engulir opiniões e palavras de burocratas que estão no poder e não conhecem a verdadeira e importante participação das empresas que contribuem para a fantástica arrecadação tributária.
    Confesso que, nos meus 74 anos de idade,e nos mais de 50 na lida com essa espécie de cidadão, fico extremamente desiluido ao ler o contido na entrevista desse Sr. que por ora ocupa a Secretaria da RFB.

  4. Vivian
    28th novembro, 2011 @ 8:55

    Se soubessem a histórias dos micros empresários que vêm passando por tantas crises, estão com a empresa de portas fechadas,sem nenhuma renda, a não ser a de um assalariado, e tentam pagar uma dívida triplicada por multas e juros ,não têm condições de pagar advogados, com muito sacrifício estavam pagando o refis , não conseguiram consolidar e estão com a vida amarrada por causa dessa dívida, com certeza, a insensibilidade não seria tão grande, ao invés de olharem apenas para os “golpistas” deviam olhar pro povo que tenta sobreviver e vem sendo massacrado. Olhem para as empresas do interior do Estado do Rio, pequenas cidades que dependem de pequenas empresas e vejam quantas fecharam as portas e possuem dívidas com a União e tentam pagar e não conseguem. Ninguém, por aqui, tem contrato milionário de nada. Só têm a dívida.

  5. Soni Guarilha
    29th novembro, 2011 @ 8:57

    Bom Dia
    Parabéns, pelo comentário, exatamente assim que eu penso, a RFB e PGFN, deixou estes Parcelamentos nas mãos dos contribuintes e contadores, que toda vez que precisavam de informações, não sabiam explicar com clareza,como deveria ser feito. Várias vezes fiz consulta ao Site Refis da Crise, e Graças à voces consegui resolver quase todas as pendências. Mesmo assim estou com quatro processos que não consegui consolidar,por conta desta desinformação dos orgãos competentes.
    Parabéns, para toda equipe do Refis da Crise. Leio o site de voces todos os dias.

  6. Adalberto Vicentini
    29th novembro, 2011 @ 9:06

    Sonia,
    Nossa equipe agradece muito seus comentários e elogios. É muito prazeroso saber que conseguimos ajudar os contribuintes de todo o Brasil. Contamos com o acesso e participação de vocês para dar continuidade em nossos trabalhos e tentar esclarecer um pouco mais esta “loucura” que é a Tributação Brasileira.
    Tenha uma excelente semana!

  7. Fábio
    30th novembro, 2011 @ 12:55

    Prezado Adalberto Vicentini,
    Em relação as declarações do Sr. Secretário da Receita Federal:
    1 – Claramente, estamos diante de uma “casta” de funcionários, com altíssimos salários, e de extrema arrogância. A sociedade paga esta turma.
    2 – Para que serve a tal Escola de Administração Fazendária ? Para criar e embutir mentalidades anti-país ? Mentalidades muitas vezes piores do que as implantadas na escolas militares.
    3 – No caso da nossa empresa, que pagamos todos os parcelamentos em dia e fomos excluidos da Lei 11.941/2009 e por causa da tal “casca de banana” da opção, agora estamos classificados como inadimplentes, como fica isto Sr. Secretário ? Qual é o nosso caso, somos mau pagadores ? Somos safados ? Somos espertinhos ?
    4 – E os débitos que tínhamos e que pela Lei 11.941 quitamos vários deles e a Receita/Procuradoria/INSS não registraram em seus sistemas e nos mandou para o CADIN ? Como fica isso Sr. Secretário ?
    5 – A irresponsabilidade é da nossa empresa ou de quem cobra coisa indevida ?
    6- Se os mesmos procedimentos que a Receita adota aquí, fossem empregados na Argentina, tenham certeza meus compatriotas, haveriam uns 10 caminhões de esterco sendo descarregados lá nos prédios da Receita. Para cheirar muito mal aquilo…. , temos que continuar a admirar o povo argentino pelo seu espírito de luta em não se dar por vencidos ( ou também vendidos).
    Neste caso, infelizmente estamos no Brasil (um paraíso no planeta), onde uns poucos deixam isso parecido com o inferno.
    7 – O mais lamentável ainda é que entra e sai governo e esta casta continua intocável.
    Este é um desabafo de um cidadão que não tem RABO PRESO.
    9 – Vamos esperar até quando a Receita do Planeta Júpiter (dos mais externos do sistema solar) tenha um olhar para os problemas terrenos ?

  8. Maria
    1st dezembro, 2011 @ 10:05

    Além de não dar uma segunda oportunidade, aos contribuintes de consolidarem suas dividas a receita deveria pelo menos regularizar a situação ou comunicar as empresas excluidas com mais eficiência, se esses governantes sabem de empresas que se aproveitam da situação, não deveriam generalizar pois muitos contribuintes perderam o prazo por questão de dificuldades e não por esperteza, enquanto tiver arrecadação para pagar os altos salarios dos governantes vai ser sempre assim.

    Quem perdeu o prazo da consolidação, além de parcelar os debitos tem que desistir da opção pela lei 11.941/2009 atraves de um processo, segundo orientação da receita.

    Se ja estamos fora do programa vamos desistir de que?

    As parcelas das antecipações ainda podem ser pagas é um absurdo, e essas mesmas parcelas nos faz ficar com debito na receita federal.

    A obrigação é da receita de regularizar esta situação e não dos contribuintes.

    O Lamentável é que as antecipações poderão ser compensadas atraves de perdcomp,confesso que tenho medo desses perdecomp pois demoram muito para analisa-los.

  9. Jorge
    1st dezembro, 2011 @ 19:30

    PERDCOMP….
    Onde o contribuinte só perde!

    Temos que reparcelar e pagar valores sem poder usar os valores pagos, que só serão liberados daqui a um, dois anos!
    Isso se conseguirmos adivinhar o que deve ser declarado no verso, após o 13° zero a esquerda da margem inferior do FORMULÁRIO 319 DO PROGRAMA DE RECONSOLIDAÇÃO DE DÉBITOS ULTRAMEGACORRIGIDOS, que só a receita sabe como fazer e não conta pra ninguém!

    O que esse senhor que ESTÁ secretário faz é “TERRORISMO” com a “IMENSA MAIORIA” dos contribuintes, que não querem outra coisa senão pagar as dívidas.

    Certamente, menos de 5% dos que aderiram ao programa e foram excluídos devem os milhões que o secretário vislumbra!

    O que ele está afirmando é PRECONCEITO! Estamos sendo julgados e condenados de forma ditatorial!

    É impressionante como essa postura ARROGANTE tomou conta da RFB. Os funcionários parecem estar comemorando o fato das empresas terem sido excluídas!

    Para eles existem dois grupos de pessoas:
    As honestas e as que devem para a RFB!

    Gostaria de vê-los no mercado! Ah…gostaria sim!

    Obrigado pelo espaço para o desabafo e pelas informações e parabéns pelo trabalho!
    Venho aqui diariamente na busca de luz!

  10. Adalberto Vicentini
    6th dezembro, 2011 @ 8:12

    Jorge,
    Fica registrado aqui seu desabafo, assim como de vários outros contribuintes!
    É muito importante não “desistirmos” desta batalha, e sempre mostrar que não está “tudo bem”…
    Esperamos contribuir nesta luta!

  11. Silvia Regina
    7th dezembro, 2011 @ 13:48

    Para piorar, para os meus clientes, impetramos diversos Mandados de Segurança para levar a questão ao poder Judiciário. Em 60% dos casos, obtive decisão em que os Juízes consideraram não haver “periculum in mora” que justifique a concessão da liminar.
    Ou seja, a batalha continua e o Judiciário continua com “medo” da RFB/PGFN.

  12. manoel vieira de sá
    15th dezembro, 2011 @ 21:16

    ainda estou no lucro prezumido até qdo posso pedir o enquadramento no simples.e se posso parcela debitos ate 2011

  13. Adalberto Vicentini
    16th dezembro, 2011 @ 9:54

    Manoel,
    O senhor poderá solicitar sua inclusão até 31 de janeiro de 2012. Os débitos de 2011 somente serão parcelados após a entrega da DASN 2012 (ref. exercício 2011).

  14. manoel vieira de sá
    16th dezembro, 2011 @ 16:05

    oi boa tarde posso pedir o enquadramento paro o simples mesmo tendo debitos de 2011

  15. Adalberto Vicentini
    16th dezembro, 2011 @ 16:10

    Manoel,
    Se os débitos de 2011 são do Simples, o senhor pode permanecer sim em 2012. Se em 2011 o senhor possui débitos referentes ao regime de apuração de outro regime, deverá parcelá-los.

  16. Alexandre Herculano
    21st dezembro, 2011 @ 9:09

    O contribuinte brasileiro é tratado como bandido pela RFB e pela PFN.

    Fiquei indignado por ter sido induzido ao erro por um funcionário da PGFN aqui do RJ, que meu uma fotocópia de um documento com as estapas que deveriam ser seguidas para aderir ao REFIS. Pois bem, segui TODOS os passos à risca e após fui orientado a esperar pela consolidação dos débitos. Até então eu estava adimplente com o parcelamento mas fui orientado a interronpê-lo para que houvesse a consolidação. Qual não foi minha surpresa ao constatar que havia uma execução fiscal em curso e que eu entava inscrito no CADIM por interrupção do pagamento do parcelamento. Quando fui à PGFN disseram-me que fiz a opção errada no parcelamento e que, portanto, este não havia sido validado e este era o motivo da execução fiscal. Obviamente que retruquei e argumentei com o funcionário da PGFN mas este limitou-se a dizer que o problema era meu pois todas as informações constavam na tal fotocópia.

    Por sorte entrei em contato com o Dr. Adalberto Vicentini que orientou-me e com isso conseguimos reverter parte da situação. Estamos esperando respostas à pedidos administrativos feitos à PGFN, para solucionarmos por completo o caso.

    Fica aqui o meu agradecimento a este profissional que sempre foi muito correto, diligente e gentil, mesmo com um contribuinte “pessoa física” que, é claro, não tem dívidas com montantes alcançados por empresas.

  17. Adalberto Vicentini
    21st dezembro, 2011 @ 9:57

    Obrigado Alexandre,

    Compartilhamos de sua “revolta”, e verificamos que vários contribuintes encontram-se em situações semelhantes ao do senhor. Realmente é um absurdo o que a Receita Federal e a Procuradoria estão fazendo. Um parcelamento de exímia complexividade deveria, ao menos, contar com profissionais bem preparados para orientar os contribuintes.
    Esperamos que neste momento da Revisão da Consolidação este bom senso “dê as caras”, e o Governo solucione os problemas criados por ele mesmo…
    Tenha um excelente Natal e um próspero Ano Novo.

  18. WESLEY DUARTE
    28th dezembro, 2011 @ 13:24

    A RECEITA QUE A RECEITA NAO QUER SABER E FACIL DE FAZER A RECEITA

    DEVO 100
    PAGO 100 PARCELA DE 1
    COFRES ENCHE
    RBF RECEBE
    EMPRES RESPIRA
    PAIS ANDA

  19. Izabel
    29th dezembro, 2011 @ 14:33

    boa tarde

    gostaria de saber se já esta disponivel o PERD COMP. para os debitos da lei 11.941.

    obrigada.

  20. GERALDO MARQUEZINI CRUZ
    13th janeiro, 2012 @ 11:28

    Impressionante a desfaçatez do Secretario da SRF ao tratar de problemas que estão dentro da propria SRF ao não oferecer aos contribuintes um sistema eficiente para consolidação de débitos. Este é o custo Brasil, um dos piores paises do mundo em termos de investimento e arrecadação tributária!

  21. antonio carlos sigrist
    20th janeiro, 2012 @ 11:50

    aquelas empresas que nao conseguiram consolidar seus debitos ,e optar pelo parcelamento no refis da crise,por nao ter sido possivel ,em funcao dos debitos nao aparecerem no sistema da receita e da procuradoria,apesar de estar devidamente inscrito no Refia ,e estar pagando aquela taxa de R$100,00 mensal,se tera nova chance de incluir esses debitos ainda nesse refis da crise

  22. Adalberto Vicentini
    20th janeiro, 2012 @ 13:21

    Antonio,
    A Receita se manifestou no final do ano passado informando que os casos de erro exclusivo do sistema serão analisados e resolvidos em 2012. Assim, aqueles contribuintes que verificaram erros no sistema e realizaram protocolo (Revisão da Consolidação) informando o ocorrido devem aguardar sim uma solução para o problema.

  23. Marcos
    26th janeiro, 2012 @ 18:55

    Meu débito consolidado na Receita está em torno de 100 mil e está sendo cobrado na Justiça Federal. Se quiser pagar esses impostos a vista , a justiça dá algum desconto?

  24. Junior
    27th janeiro, 2012 @ 12:37

    E nos casos em que não foi efetuada a consolidação, estava agaurdando a consolidação automatica. Tem algum jeito de reverter a situação? um processo de repente. O problema é que os clientes recolheram os darf´s de R$ 100,00 normalmente até dez/11. É só agora em janeiro que diz que não há modalidade nenhuma.

  25. Adalberto Vicentini
    31st janeiro, 2012 @ 14:31

    Marcos,
    Infelizmente, não há desconto para pagamento à vista. Somente um novo Refis poderá conceder novos descontos.

  26. Adalberto Vicentini
    31st janeiro, 2012 @ 15:02
  27. Walter Mulleres
    24th fevereiro, 2012 @ 19:39

    Lamentável, tantos impostos pagos, tantos roubos por parte do governo,o qual a receita se cala muitas vezes e nos pequenos contribuintes e empresarios querendo resolver e nao temos um apoio.

    Este governo esta cada vez pior e a RFB cada vez mais intransigente.

  28. Italo
    12th agosto, 2012 @ 8:29

    O Sr. Barreto praticamente supôs que nao concedera o novo parcelamento porque resumindo as empresas entram no parcelamento com má fé, porque elas teriam capacidade de pagar e nao pagam.

    E nos empresários achamos que todos governantes sao corruptos e governam em pro, se todos os empresários do Brasil pagar os impostos em juizo e ficar bloqueado enquanto nao deixar de ter escândalos de corrupção mensaloes e garantir que nosso suado dinheiro seja bem gasto o governo iria entender nelhor e pensar em seu cliente.

    Nao esqueça que nos somos seu cliente.

    E cliente vou explicar como funciona sr funcionário publico.

    Existe concorrência, se você subir o preco conforme sobe a inflacao, gasolina, salários re ajustados por sindicatos, juros exorbitante dos impostos e empréstimos você perde para a concorrência chinesa.

  29. Edson
    19th agosto, 2012 @ 23:44

    Mas é claro que nosso Secretário, é contrario ao REFIS, ele não tem funcionários pra pagar, não gera emprego, renda, ele não precisa olhar diariamente uma linha de produção e ficar horas analisando como fará pra paga-los…porque a china entrou com produtos de péssima qualidade e o quebrou…afinal ele é um Funcionário Público, que jamais terá que se preocupar com isso…ele está acima de tudo isso….a grana vem todo santo mês..não atrasa..não tarda…então pra ele é difícil imaginar alguém não pagando contas..vamos tentar compreende-lo gente… afinal nosso Secretário vive na escuridão….

  30. antoninho
    8th setembro, 2012 @ 10:39

    tenho uma empresa familiar e tive dificuldade de saude tive que me afastar um periudo e nao consegui pagar os os impostos a receita colocou restriçoes em todos bens da firma e nao consegui fazer nenhum negocio para capitalizar a firma estou parado aguardando o refis que pode salvar a empresa e minha familia que depende do trabalho a receita quer levar aleilao os bens precisamos de um refis urgente que tire esses absurdo de multa e juro que estao cobrando em cima. quanto a esse secretario e outros funcionarios publico que ganham seus polpudos salarios devriam ver de onde vem os recursos se nao e das empresas que pagam os impostos com dificuldade o guido mantega e seus secretario deveria colocar uma empresa por 3 anos pagando juro em banco se ia conseguir ssustentar sua familia nos padroes que tem hoge

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